Atitude drástica e arbitrária revela que há muito mais o que esconder

Parece evidente que o duro recado foi dado: Não mexam com os senhores supremos, eles são intocáveis.

A atitude contra a Revista Crusoé e o site O Antagonista serviu como demonstração do imensurável poder desses senhores.

Todavia, parece óbvio que a reportagem “O Amigo do amigo do meu pai”, ganhou notória visibilidade após a malfadada Censura.

Passou a circular em grupos de WhatsApp e foi republicada por inúmeros outros sites. Quem não havia lido, agora leu.

Será que foi um erro de cálculo dos ministros do STF? Creio que não. Isso parece ter sido calculado.

A impressão que fica é que puxaram o fio de um grande novelo ou que uma ferida muito grande foi aberta.

E o “mal” precisava ser imediatamente estancado…

Não há outra justificativa para a atitude drástica.

Amanda Acosta

Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br

 

Com apenas duas frases Procurador da Lava Jato detona a censura do STF

O Procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que se notabilizou por sua atuação na Operação Lava Jato, atualmente aposentado, mas sempre atuante nas redes sociais, detonou com o Supremo Tribunal Federal (STF) e a absurda censura imposta a Revista Crusoé. Carlos Fernando postou duas frases, apenas isso, mas de fortíssimo conteúdo.

“A reportagem da Crusoé foi censurada ADMINISTRATIVAMENTE, ao estilo DOPS, pois não foi sequer feito em um processo regular.”

“O STF viola o estado de direito ao conduzir um inquérito para investigar o que não é crime e para censurar a imprensa.”

O STF entrou num caminho tortuoso, afrontando o direito na tentativa de fazer prevalecer a força.

 

Jornal da Cidade Online

 

Raquel Dodge arquiva inquérito que investiga ofensas contra STF

Ignorando tanto o presidente do STF, como o relator do inquérito, a PGR ensina que não cabe ao Supremo determinar a abertura de inquérito, muito menos efetuar diligências sem que tenha havido pedido do parquet.

Nesta terça-feira, 16, Raquel Dodge determinou o arquivamento de inquérito que investiga ofensas ao STF. Dentre os argumentos apresentados, a PGR afirmou que o ato de instauração do inquérito não observou o devido processo legal. Segundo consta no documento, em consequência do arquivamento, todas as decisões proferidas estão automaticamente prejudicadas.

O documento é endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, relator designado para conduzir as investigações do inquérito. Raquel Dodge afirma que os autos não foram enviados ao MPF, e que o ato de abertura de inquérito viola o princípio da livre distribuição e da regra do juiz natural.

Outra parte enfatizada pela PGR é que o ato não indica quem são os investigados, mesmo com pedido de Dodge, um dia após a abertura do inquérito, requerendo mais informações. A PGR destacou que a delimitação da investigação não pode ser genérica, abstrata, nem pode ser exploratória de atos indeterminados, sem definição de tempo e espaço, nem de indivíduos. “O devido processo legal reclama o reconhecimento da invalidade de inquérito sem tal delimitação”, afirmou.

No documento, Raquel Dodge falou sobre a importância da separação das funções no processo de persecução penal: “O sistema penal acusatório estabelece a intransponível separação de funções na persecução criminal: um órgão acusa, outro defende e outro julga. Não admite que o órgão que julgue seja o mesmo que investigue e acuse”.

Dodge também afirmou que não há sequer como cogitar a competência do STF para investigação, “uma vez que a portaria que o instaura não aventou a possibilidade de envolvimento de detentor de foro por prerrogativa de função no âmbito desta Suprema Corte”.

“O Poder Judiciário tem missão constitucional de guarda da Constituição e do sistema democrático que ela instituiu, pautado na independência e harmonia entre os poderes. O Juiz vela pela observância dos direitos e garantias constitucionais na persecução penal, e delibera sobre diligências que estão sob reserva de jurisdição, ou seja, aquelas que só podem ser feitas no inquérito se houver pedido do Ministério Público e autorização judicial, porque invadem a privacidade ou a intimidade do indivíduo, asseguradas pela Constituição.”

Fonte: Migalhas

Entidades se posicionam acerca de censura a sites que divulgaram reportagem sobre Toffoli

Entidades representativas da advocacia e da imprensa divulgaram notas sobre decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Diversas entidades representativas da advocacia e da imprensa se manifestaram sobre decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou aos sites da revista Crusoé e O Antagonista a retirada do ar de matérias e notas publicadas sobre o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli.

O Colégio de Presidentes dos Institutos dos Advogados do Brasil divulgou nota na qual se manifesta em favor da liberdade, do devido processo legal e da advocacia. A entidade pontua as “graves acusações de censura, de atuação como um tribunal de exceção e de fraude processual com o desaparecimento de um documento sobre o qual se baseia a reportagem, colocam em rota de colisão o Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria Geral da República, a Advocacia Geral da União, a Advocacia e a Imprensa, com efeitos deletérios à Democracia”.

Confira a nota do Colégio de Presidentes dos Institutos dos Advogados do Brasil.

Imprensa

Entidades representativas da imprensa se manifestaram contra a decisão de Alexandre de Moraes. Em nota conjunta, a Aner – Associação Nacional de Editores de Revistas e a ANJ – Associação Nacional de Jornais consideraram que a decisão do relator do Inq 4.781 “configura claramente censura, vedada pela Constituição, cujos princípios cabem ser resguardados exatamente pelo STF”.

Veja a nota conjunta da Aner e da ANJ:

Outra entidade a divulgar nota contra a decisão de Alexandre de Morais foi a Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, que afirmou que o inquérito do STF contra fake news vitima a liberdade de imprensa.

Confira a nota da Abraji:

Inquérito do STF contra fake news vitima liberdade de imprensa

O inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a disseminação de “fake news” contra os ministros do próprio tribunal atingiu hoje seu primeiro alvo: a liberdade de imprensa.

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou, nesta segunda-feira (15.abr.2019), que o site O Antagonista e a revista Crusoé retirem do ar conteúdo relacionado à reportagem “O amigo do amigo de meu pai” (capa da mais recente edição da Crusoé), que trata de supostas relações entre o presidente do Supremo, Antonio Dias Toffoli, e a empreiteira Odebrecht. Na mesma decisão, Moraes determinou que a Polícia Federal intime “os responsáveis” pelo site e pela Revista “para que prestem depoimentos no prazo de 72 horas”. Caso os veículos não retirem os conteúdos do ar, receberão multa diária de R$ 100 mil.

A decisão faz parte do Inquérito 4781, que foi aberto por Toffoli em 14.mar.2019, tramita em sigilo no STF e é relatado por Moraes. Segundo o relator, o inquérito trata da “existência de notícias fraudulentas (fake news), denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de animus caluniandi, diffamandi ou injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares, extrapolando a liberdade de expressão”.

A reportagem da Crusoé apontou a existência de um documento no qual o empreiteiro Marcelo Odebrecht, em resposta a questionamentos da Polícia Federal no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, revela que o codinome “o amigo do amigo de meu pai” se refere a Toffoli. O codinome havia sido usado em emails trocados entre Marcelo Odebrecht e executivos da empreiteira.

Após a publicação da reportagem, Toffoli solicitou a Moraes “a devida apuração das mentiras recém divulgadas por pessoas e sites ignóbeis que querem atingir as instituições brasileiras”.

Moraes, ao determinar que a reportagem fosse retirada do ar, considerou que “há claro abuso no conteúdo da matéria veiculada”–sem explicar em que consiste tal abuso.

O ministro afirmou ainda que se trata de “típico exemplo de fake news”– sem esclarecer como o tribunal conceitua “fake news”, já que não há consenso sobre o tema nem entre especialistas em desinformação.

O único elemento que Moraes cita para qualificar a reportagem como falsa é uma nota na qual a Procuradoria Geral da República afirma não ter recebido informação sobre os esclarecimentos de Marcelo Odebrecht. A Crusoé, em seu texto, diz que “cópia do material”foi remetida para a PGR. Embora esse seja um aspecto secundário da reportagem, Moraes afirma que “obviamente o esclarecimento feito pela Procuradoria Geral da República torna falsas as afirmações veiculadas na matéria”. O documento citado pela Crusoé não apenas existe como está disponível na internet. A íntegra foi também publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.

É grave acusar quem faz jornalismo com base em fontes oficiais e documentos de difundir “fake news”, independentemente de o conteúdo estar correto ou não. Mais grave ainda é se utilizar deste conceito vago, que algumas autoridades usam para desqualificar tudo o que as desagrada, para determinar supressão de conteúdo jornalístico da internet. O precedente que se abre com essa medida é uma ameaça grave à liberdade de expressão, princípio constitucional que o STF afirma defender.

Também causa alarme o fato de o STF adotar essa medida restritiva à liberdade de imprensa justamente em um caso que se refere ao presidente do tribunal.

A Abraji apela ao Supremo Tribunal Federal para que reconsidere a decisão do ministro Alexandre de Moraes e restabeleça aos veículos atingidos o direito de publicar as informações que consideram de interesse público.

Diretoria da Abraji, 15 de abril de 2019.

A  ABI – Associação Brasileira de Imprensa também divulgou nota, na qual diz que o Supremo, “como guardião da Constituição, não pode o Supremo advogar em causa própria, criando casuísmos jurídicos que violam princípios e direitos que deveriam ser por ele protegidos de qualquer tipo de ofensa e violação”.

Fonte: Migalhas

 

Justiça determina que a prefeitura de Barreirinhas e o Governo Estado garantam transporte escolar a estudantes

Ônibus Escolar totalmente adaptado é a exigência da justiça para atender a necessidade dos estudantes

O juiz Fernando Jorge Pereira, titular de Barreirinhas, proferiu decisão determinando que o Município e o Estado do Maranhão forneçam, no prazo de 20 dias, transporte escolar integral, gratuito e contínuo, a todos os alunos das comunidades urbana e rural de Barreirinhas matriculados nas suas respectivas redes públicas de ensino. Deverão os requeridos, também no mesmo prazo, possibilitar que os alunos sejam transportados em quantidade de veículos condizentes com o número de assentos disponíveis, e em condições adequadas e seguras de tráfego.

Em caso de descumprimento, a Justiça fixou multa diária ao Município de Barreirinhas no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) e ao Estado do Maranhão, no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais). O juiz concedeu prioridade na tramitação da ação, por trata-se de questão afeta a crianças e adolescentes, nos termos dos artigos227 da Constituição Federal de 1988 c/c4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº. 8.069/90). Na ação, o Ministério Público cita a contínua deficiência, ou mesmo ausência, de transporte escolar aos alunos residentes na zona rural de Barreirinhas, principalmente aqueles residentes nos povoados Tapuio, Telha, Mumbuca, Arraial e São Miguel.

Relata a ação: “Há que se destacar que os alunos tanto da rede municipal e da estadual estão sendo prejudicados pelas interrupções constantes do serviço de transporte escolar, esquivando-se ambas as partes em buscar solução para esses problemas apontados (…) De outro lado, o que se concebe é uma discussão entre os demandados quanto ao fornecimento de transporte escolar para alunos da zona rural da rede estadual, vez que o município réu se esquiva de tal ônus, alegando que não formalizou convênio neste sentido com o outro réu. Por sua vez, o Estado do Maranhão afirma que o município de Barreirinhas firmou convênio neste sentido, tudo conforme respostas dos demandados em Ofícios nº 54/2018 e 674/2018, respectivos”.

Para o Judiciário, “essa situação constitui afronta as normas constitucionais e infraconstitucionais que regem a matéria, tornando imperiosa a intervenção do Poder Judiciário em favor dos alunos para garantia de acesso integral, seguro e irrestrito às escolas públicas de Barreirinhas”.

IRREGULARIDADE – “No caso trazido à apreciação do Judiciário, temos alegadas aparentes falhas dos requeridos, Município e Estado do Maranhão, em fornecer transporte escolar aos alunos das suas respectivas redes de ensino, fundamental e médio, e, quando o fazem, deixar de atuar de forma regular e segura. Às crianças e adolescentes a Constituição Federal também determina uma atenção especial dos Poderes Públicos. Na qualidade de alunos, com direito fundamental à educação, essa atenção deve ser, por óbvio, matemático até, redobrada”, sustenta o magistrado na decisão.

E segue, ao justificar a concessão de tutela antecipada (quando a Justiça decide antes da conclusão do processo): “Se não há transporte aos alunos das zonas urbana e rural do Município de Barreirinhas, ou se o mesmo é deficiente, a ponto de não ser regular, levando-os a não frequentar suas escolas, ou de ameaçar sua segurança, a intervenção do Judiciário é imperiosa. No presente estágio processual, preliminar, antes da formação dos também constitucionais, ampla defesa e contraditório, basta que o autor, o Ministério Público, traga indícios razoáveis para que a tutela provisória requerida seja concedida”.

“Os reclames dos pais dos alunos, as vistorias ministeriais, o teor dos ofícios respondidos pelos requeridos trazem a convicção prévia de que os alunos, crianças e adolescentes, não podem ficar sem ter acesso às escolas. E em um Município de transporte público coletivo deficiente, de grande extensão territorial, com algumas áreas, inclusive de difícil acesso, a demora em atuar pode levar a consequências desastrosas aos direitos fundamentais já referidos, prejudicando, em última análise, gerações, o futuro de Barreirinhas, do nosso Estado”, observou o juiz.

E concluiu: “Não verifico risco de irreversibilidade na concessão liminar do pleiteado, nem prejuízo aos demandados, caso não corresponda à verdade o afirmado pelo MP, em que pese, os robustos indícios apresentados por ora (…) Se o transporte estiver sendo prestado, de forma regular e segura, qual efeito terá a concessão da tutela? Agora, se não estiver sendo fornecido, nem nessas condições, o prejuízo aos alunos é evidente. Proporcional e razoavelmente, os direitos fundamentais à educação e à proteção que o Estado deve dar às suas crianças e adolescentes deve prevalecer”.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão

 

“Toffoli não reúne condições morais para dirigir o STF,” diz o jurista Modesto Carvalhosa

O renomado jurista Modesto Carvalhosa, que recentemente ingressou com o pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes, vai propor também o impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.

Assim, nos próximos dias poderemos ter dois pedidos de impeachment de ministros do STF tramitando no Senado Federal. Modesto Carvalhosa esclareceu neste sábado o seu posicionamento numa publicação efetuada nas redes sociais:

“A mais recente edição da Revista Crusoé revela fatos gravíssimos a respeito de Toffoli.

O delator Marcelo Odebrecht informa à Polícia Federal que o ministro era referido como ‘amigo do amigo de meu pai’ em tratativas do diretor jurídico da empreiteira com a AGU sobre temas envolvendo hidrelétricas do Rio Madeira.

Cinco meses após a mensagem na qual Marcelo pergunta a executivos da empreiteira se “fecharam com o amigo do amigo de meu pai”, a Odebrecht vence o leilão para construir a usina de Santo Antônio.

Está claro que Toffoli, por absoluta falta de decoro, não reúne condições morais para permanecer no cargo. A imagem do STF fica ainda mais arranhada perante a Nação.

Nos próximos dias, Laércio Laurelli, Luis Carlos Crema e eu devemos protocolar novo pedido de impeachment contra o presidente da Suprema Corte.”

 

Jornal da Cidade Online

 

Comissão Pastoral da Terra denuncia que mais 16 mil famílias no Maranhão sofrem violência pela posse da terra

A imagem mostra a revolta e a indignação de famílias chorando a morte de um irmão assassinado por jagunços de grileiros e latifundiários em Codó no Maranhão.

 As denuncias feitas pela Comissão Pastoral da Terra Nacional e que deve constar com detalhes no Caderno de Conflitos Agrários de 2018, que no Maranhão estão sendo contabilizadas 16.154 famílias vítimas de violência sangrenta pelo direito a terra, a maioria de posses seculares em 69 municípios, ainda não traduz a verdade, uma vez que deve ser muito maior, uma vez que a CPT encontra dificuldades e resistências para apurar totalmente os fatos. Mais uma vez volta a ficar claro que, o governo de Flavio Dino tem aversão total a politicas públicas e nem mesmo é capaz de criar as chamadas politicas compensatórias para o meio rural, Quando o governador cooptou o Movimento Sindical Rural colocando sindicalistas em órgãos públicos e mais precisamente na Secretaria da Agricultura Familiar em vários municípios, deu-se inicio a uma proteção institucional a grileiros, latifundiários, empresários rurais e políticos que ampliam os seus territórios rurais com  violência para a expulsão de famílias de posses seculares das suas terras, em que geralmente muita gente morre, quando tenta resistir à legitimidade dos seus direitos.

A FETAEMA e a CPT representavam o grito de resistência dos homens, das mulheres, das crianças e dos idosos no meio rural e tinham a missão profética do anuncio e da denúncia da violência com movimentações e atos públicos que incomodavam os governos e os políticos protetores de grileiros, latifundiários e empresários rurais.

Com a capitulação total do Movimento Sindical Rural ao governo estadual, a Comissão Pastoral da Terra com todas as dificuldades ainda permanece viva no Maranhão, embora com as limitações de recursos que a impedem de ir mais longe, mas conta a essência de voluntários que se constituem em lutadores por direitos e dignidade humana.

A violência decorrente dos conflitos agrários produz  miséria com a expulsão de famílias do meio rural e que são obrigadas  a se refugiar nas sedes dos municípios ou nas grandes cidades, ampliando os bolsões de miséria.

Quando o governador Flavio Dino falava no Mais IDH, cheguei a dar credibilidade de que se tratava de um projeto amplo que iria se aproximar da humanização de milhares de famílias, que não estão em situação mais difícil, decorrente do programa Bolsa Família. Cheguei a acreditar que a Secretaria da Agricultura Familiar, viesse a ser bem presente no campo, levando-se em conta com o pessoal da FETAEMA, poderia perfeitamente contribuir para o resgate da pequena agricultura para pelo menos se constituir como sustento alimentar no meio rural, mas infeliz, tudo se tratava de mais um fiasco e os projetos eram midiáticos.

Sem a produção de alimentos não se vai a lugar algum no campo. Para o agricultor não á apenas se dar implementos agrícolas e máquinas, mas se ofertar principalmente e o mais determinante que é a assistência técnica e extensão rural, seguindo-se o crédito, a água, a energia, o posto de saúde, a estrada, o armazém para que eles possam efetivamente produzir alimentos.

Depois que acabaram com a EMATER-MA, na década de 90, o Maranhão nunca mais teve assistência técnica para a pequena agricultura. Foi no governo de Luís Rocha, que o Maranhão foi o segundo maior produtor de arroz do Brasil, com a participação massiva e efetiva da pequena agricultura.

A Secretaria da Agricultura Familiar, infelizmente existe como instrumento politico de interesses pessoais, sem um mínimo de identidade com a pequena agricultura. A produção de alimentos que existe precariamente é resultado de médios produtores que contratam crédito em bancos e que pagam engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas para a assistência técnica e transferência de tecnologia. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar no Maranhão é tratado com uma enorme farsa. Se o governo tiver coragem de vir a público mostrar a realidade, basta que analisemos o volume de crédito contratado e o resultado dele com produção de alimentos. Não existe melhoria, muito pelo contrário, o resultante é o endividamento de agricultores e agricultoras maranhenses junto a estabelecimentos de crédito

Diante de tanta propaganda governamental, é de se perguntar: Onde está a tão falada produção agrícola do Estado, sem falarmos no agronegócio? Não existe. Continuamos importando tudo na capital e no interior. Em São Luís, grande parte do cheiro verde que consumimos vem do Ceará. Com absoluta certeza, a próxima pesquisa do IBGE vai mostrar que a extrema pobreza do Maranhão que atualmente é superior a 53%, chegue a 60% ou mais. A fome e miséria antes criavam desigualdades, hoje elas são referências de morte.

O que o IBGE mostra em sua recente pesquisa, e destaca o Maranhão na extrema pobreza, reside na fome e na miséria, com as crescentes desigualdades sociais. Famílias subsistindo com 10 reais por dia, e se não está pior é devido o bolsa família. O mais grave é que as centenas de milhares de jovens que buscam emprego para viverem com dignidade, acabam se transformando em presas fáceis para o submundo do vício e da perdição das drogas.

As desigualdades cada vez mais acentuadas concorrem decisivamente para o crescimento da violência que é vista todos os dias nas ruas e avenidas da capital e com uma maior intensidade nas sedes dos municípios. Não adianta se comprar centenas de viaturas, armas e tentar aumentar o contingente policial militar e civil, se não tivermos politicas públicas, com observação importante para a educação profissionalizante, geração de emprego e renda com o empreendedorismo, saúde capaz de atender com respeito  direitos dos cidadãos que delas precisam. Moradia e transporte coletivo digno são outros direitos bastante reclamados, e que infelizmente são tratados com indiferença. A verdade é que recursos existem, o que complica é a falsa aplicação,  o que enseja a corrupção deslavada.

 

STF censura revista que denunciou citação de Dias Toffoli em delação da Lava jato

A Revista Crusoé está desde a manhã desta segunda-feira (15) sob a censura do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes determinou que a revista retire imediatamente do ar a reportagem de capa da última edição, intitulada “O amigo do amigo de meu pai”.

Os responsáveis pela publicação estão intimados a prestar esclarecimentos no prazo de 72 horas. O ministro afirma haver “claro abuso no conteúdo da matéria veiculada”.

A mensagem de Toffoli para Moraes determinando às providências tinha o seguinte teor:

“Exmo Sr Ministro Alexandre de Moraes, Permita-me o uso desse meio para uma formalização, haja vista estar fora do Brasil. Diante de mentiras e ataques e da nota ora divulgada pela PGR que encaminho abaixo, requeiro a V. Exa., autorizando transformar em termo esta mensagem, a devida apuração das mentiras recém divulgadas por pessoas e sites ignóbeis que querem atingir as instituições brasileiras.”

A Crusoé já atendeu a determinação e retirou a matéria do ar, deixando no mesmo espaço uma tarja indicando a CENSURA.

Jornal da Cidade Online

Suspensa venda de livros do padre Marcelo Rossi por violação de direito autoral

Vendas ficam suspensas até a retificação de autoria do texto “Perguntas e Respostas – Felicidade! Qual é?”, veiculado no livro Ágape.

O desembargador Gilberto Campista Guarino, do TJ/RJ, deferiu parcialmente tutela provisória de urgência para suspender a publicação, distribuição e venda de exemplares da obra “Ágape”, de autoria do padre Marcelo Rossi, por violação de direito autoral. A suspensão acontece até que a editora Globo comprove a retificação de autoria de trecho do livro.

Uma mulher ajuizou ação contra a Editora Globo e o padre Marcelo Rossi alegando que o texto “Perguntas e Respostas – Felicidade! Qual é?” está sendo veiculado no livro “Ágape”, sem divulgação de seu nome e, além disso, com falsa atribuição de autoria à Madre Teresa de Calcutá.

Em uma primeira decisão, a mulher teve indeferida a tutela de urgência sob o argumento de que a suspensão e recolhimento de exemplares do livro consubstanciaria providência de difícil reversão, acarretando queda na receita da editora Globo e do padre e, em consequência, dificuldade em eventual e futuro pagamento da indenização.

Ao analisar o agravo de instrumento da interlocutória, o desembargador afirmou que a probabilidade do direito da autora está bem evidenciada, citando trechos em que a própria editora reconhece que a autora é detentora dos direitos sobre o texto. Também afirmou que se vislumbra perigo de irreversibilidade dos efeitos de uma decisão, “porquanto é notório que a EDITORA GLOBO S/A. não se mantém em atividade apenas com a receita da venda do livro ‘Ágape’”. Assim, deferiu parcialmente a tutela até que comprovem a retificação de autoria do texto, atribuindo-o corretamente à autora.

Fonte: Migalhas

 

Ministério Público Federal vai investigar “boquinha” de R$ 10 mil da UFMA para esposa de Fernando Haddad

Ana Estela esposa de Fernando Haddad poderá ser investigada pelo Ministério Público Federal

A denúncia pública de que a odontóloga Ana Estela Haddad, esposa de Fernando Haddad, candidato derrotado nas eleições para a a presidência da república pelo Partido dos Trabalhadores, recebe R$ 10 mil reais da Universidade Federal do Maranhão, deve ser levada ao conhecimento da Procuradoria Geral da República para as devidas e necessárias investigações para que seja apurado os fatos quanto a legalidade do contrato autorizado pela Reitoria da UFMA.

O dinheiro destinado a dentista Ana Estela Haddad é feito regularmente pela Fundação Josué Montello com a participação de R$ 6.000,00 e Fundação Sousândrade entra com a participação de R$ 4.000,00. Várias entidades da sociedade civil organizada estão se articulando para ingressar com um pedido de investigação pelo Ministério Público Federal, principalmente quanto ao esclarecimento de quais serviços estão sendo prestados a UFMA pela esposa de Fernando Haddad.

Como a Universidade Federal do Maranhão está em pleno período pré-eleitoral para a Reitoria, Departamentos e outros cargos, o clima deve esquentar. Há quem diga que o caso de Ana Estela Haddad é mais um dos inúmeros aparelhamentos do Partido dos Trabalhadores, que vem sendo destruído pelo atual governo federal.