Caos na saúde vai atingir servidores públicos estaduais por falta de pagamento aos prestadores de serviços

O Governo do Estado não vem efetuando o pagamento regular dos serviços prestados pelo Hospital São Luís (Cidade Operária), responsável pelo atendimento aos servidores públicos estaduais e o Centro Ambulatorial e Diagnóstico Hospitalar – CADH, localizado na avenida dos Holandeses, os quais já sinalizam a suspensão dos serviços, que também não estão sendo reajustados de acordo com contrato entre as partes. As duas unidades prestam serviços aos servidores públicos estaduais que contribuem para o FUNBEN, descontados nos contracheques.

O ano passado o governador Flavio Dino, numa operação sorrateira, conforme foi denunciado à época, desviou da conta da FUNBEN, R$ 150 milhões, depois que já havia feito um rombo no FEPA, em que pesam acusações de desvios superior a R$ 1 bilhão.

A direção do Hospital São Luís e do Centro Ambulatorial Diagnóstico Hospitalar vêm comunicando aos pacientes, que estão prestes a suspender os atendimentos por falta de pagamentos e dos acertos quanto aos reajustes contratuais com Governo do Estado. A sinalização foi levada ao conhecimento da direção do SINTSEP, que embora não tenha força para fazer a cobrança ao governador Flavio Dino, tem procurado entendimentos com os prestadores de serviços solicitando mais uma tolerância até quando for possível e quando chegar ao extremo, a entidade de classe vai fazer a denuncia pública, que será um passo para mais uma luta dos servidores públicos estaduais.

Cleinaldo BIl Lopes, presidente do SINTSEP e coordenador do Fórum das Carreiras do Poder Executivo, registra que a grande preocupação manifestada junto a entidade, são dos servidores aposentados que precisam de atendimentos constantes no ambulatório e no hospital e que estão temerosos de que possam a vir a enfrentar sérios problemas. A verdade é que com a falência do serviço de saúde pública, a banalização da vida e as constantes mortes em unidades hospitalares por falta de atendimento e medicamentos, a preocupação dos servidores públicos estaduais é bem procedente.

O questionamento que os servidores públicos fazem é que as contribuições para o FEPA, que é o plano de saúde dos funcionários públicos estaduais é descontado normalmente e destacam o desvio indevido feito pelo Governo do Estado dos R$ 150 milhões. A preocupação é muito grande e não está descartado um movimento em defesa de direitos e dignidade humana.

 

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