São Luís e o Maranhão têm a saúde pública da doença, da banalização da vida e da morte

Depois que o governador Flavio Dino decidiu sucatear de maneira voraz a saúde no interior do Estado com fechamento de hospitais e postos de saúde, demissões de médicos e enfermeiros e deixar dezenas de municípios à própria sorte e condenou o Sistema de Saúde de São Luís a ser o responsável pelo atendimento de pacientes de grande parte dos municípios maranhenses. Há três meses atrás, o secretário Lula Fylho, da Saúde Municipal denunciou publicamente que mais de 40 ambulâncias procedentes dos mais diversos municípios trazem doentes diariamente para serem internados nos dois Socorrões de São Luís e grande parte em busca de cirurgias urgentes.

Os secretários de saúde do estado e do município firmaram um acordo com a Vara dos Direitos Difusos e Coletivos para internarem em hospitais, todos os pacientes que estavam em macas e cadeiras nos corredores dos Socorrões  1 e 2. Depois do acordo entre as partes ter sido celebrado, deu-se o inicio do desmonte da saúde tanto no interior como na capital e os caos se instalou em todas as unidades de saúde pública do município e do estado. Os hospitais públicos que já viviam em dificuldades com falta de leitos e medicamentos passaram a enfrentar situações piores, que também não poupou as UPA’s, até então referência de atendimento digno para a população, que agora integram o rol da miséria.

Os Socorrões que embora com muitas dificuldades davam respostas a população de São Luís, com as dezenas de ambulâncias que vêm do interior todos os dias, não conseguiram diminuir as mortes que continuam ocorrendo nos corredores superlotados, em que a maioria dos casos, se os familiares dos pacientes não tiverem disponibilidades de comprar os medicamentos receitados pelos médicos, eles ficam condenados a própria sorte. Gente! É bastante dolorido o que se vê e tende a ser pior na saúde pública de São Luís e do Maranhão. São dezenas e até centenas de pessoas pobres e humildes condenadas a morte, pela simples omissão do poder público.

Será que em São Luís e no Maranhão, existe Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário, Assembleia Legislativa,  Deputados Federais, Senadores e Câmaras Municipais. Se realmente existe de direito essas instituições e esses parlamentares, onde estão que não se vê?  A banalização da vida é vergonhosa e as pessoas estão sendo condenadas a morrer por falta de assistência médica, por falta de remédios e pelo abandono nos corredores e até mesmo chão de estabelecimentos de saúde e muitas vezes sem alimentação. Lamentável sob todos os aspectos é que estamos bem próximos de um caos sem precedentes.

Diante dessa realidade que deve ser bem pior no interior do Estado, a quem pedir socorro?  A falta de um mínimo de sensibilidade e respeito das pessoas que constituem os poderes no Maranhão para o seu próximo. O próximo é o desvalido e que mais necessita  para pelo menos subsistir e ninguém o vê, e não causa piedade para que os iludiram com promessas.

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