Presos das saídas temporárias que não retornam diminuem a superlotação carcerária no Maranhão

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Os presos postos em liberdades temporárias em datas estabelecidas pelas Varas das Execuções Criminais do Maranhão são previstas pela Lei das Execuções Criminais, mas a justiça segue o aval do Ministério Público e muito mais da Secretaria de Administração Penitenciária, que informam quem pode e tem direito e quem não pode por ter outra condenação. A verdade é que dentro do contexto ganham liberdade muitos presos integrantes de quadrilhas perigosas, os quais acabam retornando ao mundo crime para infernizar a vida dos cidadãos de bem, o que se torna necessário uma investigação rigorosa. Fator importante, e que favorece a administração penitenciária é a redução da superlotação.

No dia em que foram liberados 616 presos, um perigoso bandido não foi posto em liberdade, decorrente da Policia Civil ter efetuado a prisão da mulher dele, quando se destinava para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, levando duas pistolas de uso restrito das forças armadas e pentes com farta munição. O bandido iria da liberdade do presidio para a criminalidade.

O ano passado durante as saídas temporárias da páscoa, do dia das mães, dia dos pais dia das crianças e do natal, no total não retornaram 225 presos, o correspondente a uma unidade prisional de pequeno porte. Ainda teremos as saídas do dia das crianças e do natal, o registro é que 106 tidos como presos da ressocialização não retornaram o que eleva com os do ano passado para um número realmente assustador, diante do grande reforço que a bandidagem ganhou no Maranhão.

O considerável número de presos que não retornam, acaba favorecendo o Sistema Carcerário do Maranhão, que além de diminuir a superlotação nas unidades prisionais, reduz as despesas e naturalmente as tensões, o que sem quaisquer dúvidas é bem vindo para a administração penitenciária.

Dentro de todo o contexto é que os presos postos em liberdades provisórias são do regime semiaberto e subtende-se que todos são integrantes da farsa que a Secretaria de Administração Penitenciária para identificar unidades com elementos de elevado índice de periculosidade, que retornam à criminalidade, não pela autorização do juiz da Vara das Execuções Criminais, mas pela tendenciosa avaliação feita dentro do Sistema Carcerário.

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