Sistema Penitenciário do Maranhão em alerta com a apreensão de drogas, celulares e assassinato de líder de facção

              aldir

  O Tribunal de Contas da União com os Tribunais de Contas dos Estados realizaram auditorias nos Sistemas Penitenciários de 17 Estados, entre os quais o Maranhão, constatando que a superlotação é a principal causa de ocorrências de rebeliões e organização de facções criminosas, o que prejudica a atuação dos Estados na garantia da ordem e segurança da população carcerária.

                 Apesar das sucessivas advertências, inclusive do Conselho Nacional de Justiça para a séria problemática, os poderes executivos estaduais não se interessam pela prevenção e enfrentamento ao sério e grave problema. Outro fator determinante para os conflitos nas unidades prisionais são facções diversas em unidades prisionais e facilidade da corrupção para o ingresso de armas diversas, drogas, celulares e bebidas, o que geralmente é feito por servidores temporários, mais vulneráveis em razão de que têm data marcada de ingresso e saída da instituição em que prestam serviços, além de salários bem menores e sem vantagens.

                  Outro fato danoso reside no privilégio politico para a colocação de alguns elementos no processo seletivo, que não têm a mínima capacidade para um serviço diferenciado e da maior responsabilidade, o que acaba gerando problemas com prejuízos para os que trabalham corretamente e comprometidos com a instituição.

                   A prisão em flagrante na última sexta-feira de um agente penitenciário temporário com vários celulares, carregadores e porções de maconha em uma unidade prisional do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, que com certeza não foi a primeira vez, levando-se em conta que ele segundo informações fazia muitas ostentações incompatíveis com a sua realidade salarial.

                    Todo Sistema Penitenciário tem que trabalhar com a prevenção e em casos de qualquer suspeita deve imediatamente fazer varreduras nas unidades. Se no máximo no dia seguinte à prisão do elemento, fossem feitas varreduras nas unidades do Complexo de Pedrinhas para a retirada de armas, celulares, drogas e bebidas seriam apreendidas e pelo menos problemas maiores seriam evitados.

                     O assassinato do elemento Alan Kardec Dias Mota pelo periculoso Jhonatan de Sousa Silva, este último autor do assassinato covarde do jornalista Décio Sá, até certo ponto não causa qualquer surpresa. Dois elementos que retornaram de presidio federal, sendo que a vítima já teria praticado pelo menos quatro assassinatos, colocar ambos dentro de uma mesma cela e com interesses diferentes decorrente de facções, foi a motivação para desentendimentos. O crime praticado durante o banho de sol é quando são passadas, drogas e armas e a determinação para a execução de ordens.

                      A verdade é que constantemente ocorrem alterações nas unidades prisionais, sendo que muitas não merecem a devida atenção e acabam criando favorecimentos que mais tarde resultam em problemas maiores. Diante dos fatos da semana passada e do inicio da atual, precisam de acentuada atenção, uma vez que rebeliões em presídios seguem ordens de facções e acontecem onde há mais vulnerabilidades.

 

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